Atitudes Individuais para Ajudar a Preservar o Meio Ambiente

O uso menos frequente do carro e o consumo de alimentos orgânicos estão entre as medidas que podem garantir recursos naturais por mais tempo

A proteção do meio ambiente, além de uma responsabilidade do setor industrial e de grandes empresas geradoras de resíduos, passa por cuidados no consumo doméstico. A adoção de algumas atitudes simples no dia a dia tem potencial para gerar uma economia significativa ao longo do tempo.

De acordo com um indicador do SPC Brasil, divulgado em maio deste ano, cerca de 70% dos hábitos e comportamentos que fazem parte da rotina dos brasileiros são sustentáveis.

Hoje, 5 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Meio Ambiente. Para lembrar a data, veja esse compilado de sete dicas que cada um de nós pode implementar no dia a dia para a preservação do planeta.

1. Apagar as luzes e desligar o ar condicionado

“Quando sair, não esqueça de apagar as luzes e desligar o ar condicionado”. Esse é um alerta comum em espaços compartilhados, como escritórios, de grandes centros urbanos. O desperdício de energia elétrica é um dos fatores que impede a atualização da rede elétrica e o barateamento da tarifa, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). Em maio de 2017, a instituição constatou que R$ 61,7 bilhões foram desperdiçados ao longo de três anos.

A arquiteta Gabriela Serpa explica que algumas medidas podem ser tomadas na construção de um imóvel para evitar os altos níveis de energia. O uso da iluminação solar e da ventilação natural são dois fatores fundamentais para essa economia. Gabriela fala que, para isso, os arquitetos devem prever janelas em lugares propícios para a circulação de vento, assim como instalar aberturas em pontos corretos para entrada da luz solar.

“Quando você faz isso, além de economizar energia, há uma humanização do local. Ao construir hospitais, prestamos muita atenção nisso, pois a luz do sol dá uma nova vida ao local, que normalmente é tão frio”, ressalta.

2. Não deixar os aparelhos em stand-by

É fundamental tirar os aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiver usando. De acordo com o Instituto Akatu, o gasto de um aparelho ligado em stand-by pode ser maior que durante seu uso. Essa função chega a representar cerca de 12% do consumo total de uma casa ou escritório.

Deixar o computador ligado é algo também comum. A tentação de deixar o aparelho ligado fazendo downloads ou até mesmo por comodidade é algo recorrente entre os usuários. Recomenda-se desligar o computador após duas horas de inatividade e o monitor após 15 minutos.

Proibição do uso de sacolas plásticas em ambientes comerciais  Na foto: Angely Freitas, 59, aposentada, com sacolas plásticas de supermercado  Foto: Edimar Soares, em 26/01/2012
3. Usar sacolas retornáveis

O uso em grande escala de sacolas plásticas, material derivado do petróleo, é algo extremamente prejudicial ao meio ambiente. Isso acontece, entre outros fatores, ao tempo que o material leva para se decompor naturalmente, entre 30 e 40 anos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas são distribuídas por hora no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, uma lei tornou o uso das sacolinhas mais restrito. Os clientes que não utilizarem sacolas reutilizáveis precisam pagar R$ 0,08 por cada sacola para acondicionar seus produtos.

4. Separar seu lixo

Mesmo após o descarte, o lixo produzido ainda possui valor econômico útil. No caso de materiais como o metal e o vidro, o destino é a reciclagem, por meio de iniciativas individuais ou associações de catadores.

Já em relação ao lixo orgânico, composto por restos de material de origem animal ou vegetal, o reaproveitamento também é possível. Em casa, é possível realizar o processo por meio de uma composteira orgânica caseira, até mesmo em apartamentos.

Em uma produção de maior escala, também é viável a produção de biogás.

Resultado de imagem para ride bike work
5. Ande menos de carro

Você já tirou o carro da garagem para percorrer dois quarteirões? Essa é uma realidade comum para um País que possui um automóvel para cada quatro habitantes. É recomendado sempre que possível optar por alternativas de transporte não motorizadas ou coletivas, como as bicicletas e os ônibus.

É possível usar o sistema de bicicletas compartilhadas. Além disso, a infraestrutura cicloviária, que inclui ciclofaixas e ciclovias, tem crescido nos últimos anos.

Diego Araújo e seu pai, Vicente Leite, investem na agricultura orgânica, em Pindoretama
6. Consuma alimentos orgânicos

A adoção de uma alimentação orgânica, ainda que enfrente o empecilho de preços ainda altos, tem potencial para trazer diversos benefícios à vida das pessoas. Entre as vantagens está a ausência de hormônios, agrotóxicos ou qualquer produto químico. Além disso, a produção desses alimentos envolve o respeito ao ciclo de vida dos animais e do meio ambiente.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou no último dia 27 a 15ª campanha em favor de alimentos orgânicos. O principal objetivo é informar o consumidor como reconhecer o produto orgânico em feiras e supermercados, por meio da certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg).

A presença do selo atesta que durante o cultivo ou produção do alimento, seja de origem animal ou vegetal, processados ou não, não houve uso de insumos químicos, transgênicos e tóxicos.

7. Use a máquina de lavar somente na capacidade máxima

Além de um alto consumo de água, a máquina de lavar também é responsável por um elevado gasto de energia elétrica. Por isso, recomenda-se usar a máquina somente quando estiver com capacidade cheia. Caso não tenham peças para encher a máquina, é melhor optar por uma lavagem manual.

A economia, entretanto, começa na compra do eletrodoméstico. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aconselha que o comprador fique atento ao Plano Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Os aparelhos com esse selo foram testados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e são classificados de A a E, sendo a primeira letra a mais econômica.

 

fonte: O Povo online (opovo.com.br)